Coisas do Coração

Muros e pontes do tempo *

Publicado em Coração por adilson borges em 11 11UTC Novembro 11UTC 2009

Adilson Borges

Parece um mamulengo – sem os braços abertos do Cristo no Corcovado. Projetada para a frente, a mão direita oferece cumprimento ou aponta direção. Mas, elevada ao céu, a estátua, homem- pássaro, vaga como se procurasse algo para se agarrar e interromper a forçada viagem na história.

 Removida por via área, como náufrago resgatado de helicóptero, a imagem do ex-incontestável comandante da revolução russa percorrendo as ruas germânicas é um dos mais fortes momentos de Adeus, Lênin, filme de Wolfganger Becker.

 Uma mulher que ainda não disse adeus às ilusões do comunismo totalitário entra em coma poucos dias antes da queda do Muro de Berlim, em 1989. Acorda, em meados de 1980, mas não sabe que o sonho acabou de forma inelutável. A Berlim Oriental que conhecia não mais existe. O capitalismo triunfou.

 Criativo, independente, sonhador e confuso, o filho, que está descobrindo o mistério e as inquietudes do amor, faz das tripas coração para poupar-lhe o susto com os novos tempos. Resoluto, arma um cenário para que a despertada não perceba que nada será como antes.

 Produtos de épocas distintas, mãe e filho se encontram e se descobrem na solidariedade. Ela acredita em muros, que interditam. Ele prefere pontes, que ligam. Ele é o futuro, que se esforça para nascer com suas contradições, boas e más expectativas. Ela é o passado, de cuja barriga, datada, marcada e conhecida, emerge o amanhã.

 A imagem de Lênin transportada como um piano (no caso de Ghost ) simboliza um tempo iconoclasta. Trocando-se os personagens, a imagem evoca outra, esta de cunho televisivo: otransporte do que restou da estátua de Saddam Hussein, no Iraque, após a invasão e a matança promovidas pelas tropas lideradas pelos Estados Unidos do sanguinário Bush.

Voltando a Lênin e ao cinema, a perspectiva imagética foi retomada recentemente em Budapeste, de Walter Carvalho.Desta vez, no entanto, a estátua de Lênin desliza no Rio Danúbio para deleite e espanto do personagem principal – um brasileiro ghost writer bem parido pela imaginação literária e musical de Chico Buarque.

Os três momentos têm muito mais em comum do que sugerem à primeira vista. Expõem a comicidade incômoda que circunda, como uma aura, todos os ditadores.

* Publicado na segunda-feira, 9 de novembro de 2009, no caderno especial do jornal A TARDE sobre os 20 anos da queda do muro de Berlim

Uma tarde no circo

Publicado em Coração por adilson borges em 11 11UTC Setembro 11UTC 2009

swoleilSei que vou desafinar o coro dos satisfeitos, mas ouso dizer que o Cirque du Soleil me faz lembrar o menino bonito da canção de Rita Lee: “Lindo, mas também não diz mais nada”. Talvez tenham razão os que sustentam que a frustração deriva da minha expectativa, baseada no circo tradicional, e do preço exorbitante, R$ 350 inteira.

 

Sei também que hão-de ficar apenas na memória as imagens do domador fustigando os leões com estalos de chicote, do elefante dançando twist, do macaco irreverente no trapézio e dos camelos cavalgados por belas moças de biquínis que agitavam nossos sonhos na adolescência. Mas não posso negar, ainda tenho saudade do tempo em que se podia assistir impunemente à exposição dos animais…

 

Agora, nosso deleite seria perturbado pelo sentimento de culpa. Apesar de usarmos armas como pistolas e punhais e carros e lixo, na crescente guerra de todo dia contra nossos semelhantes ou mais ou menos dessemelhantes, estamos (ou fingimos estar) com o estômago mais fraco. O espetáculo dos animais engolindo chocolate e chicletes, e batendo a cabeça nas grades para espantar o stress do cativeiro, ainda é permitido no zoológico, mas no circo, hoje, é quase heresia.

 

Neste aspecto, de respeito aos animais, aplaudo o novo conceito circense. Fora deste ponto, me sinto… lesado. Não concebo, ainda, por exemplo, um circo sem a figura do mágico ou do palhaço. Reconheço, no entanto, que todo circo, por si só, tem algo de magia e palhaçada. Por que não reforçar este clima mágico e de irreverência?

 

O Soleil tem palhaço, e dos bons – daqueles que têm pouco compromisso com o politicamente correto e arranca na marra a risada que a gente segura no dia-a-dia para não parecer preconceituoso. O que seria do trapalhão Didi se fôssemos todos seres sem racismo, homofobismo, machismo e indiferentes aos padrões de beleza e de feiúra?  

 

Mas cadê o mágico? O Soleil não tem mágico, o que considero imperdoável, sobretudo com as crianças. De cartola ou não, é insubstituível a figura que faz surgir e desaparecer coisas nas mãos mais rápidas do que os olhos esbugalhados do público.

Falta alma no Soleil!

A cor do cavalo branco na lua

Publicado em Coração por adilson borges em 11 11UTC Setembro 11UTC 2009

cavalo brancoMeu avô tinha um belo cavalo branco. Certa vez, o Circo Mágico Thyani (acho que a grafia é assim) alugou (ou seria melhor dizer “locou”, como está na moda?) o animal para participar do grande show. O mágico de cabelo engomado cobria o alasão com um cobertor. Depois, fazia uma mesura e jogava para cima o pano, que aterrissava no picadeiro como uma arraia branca cola na areia no fundo do mar. O cavalo de Bráulio, meu avô, para onde ia?    

Revejo-me menino disposto, um dia, a acabar o mistério.  Levanto da cadeira desconfortável e saio correndo do circo. Chego, logo, à área externa da lona, nas proximidades da tradicional Feira de São Joaquim, que monopolizava o abastecimento em Salvador antes do advento dos super e hipermercados.

O trote me faz respirar com dificuldade, mas o frio da noite de lua me acalma rápido. Respiro fundo e olho para o cavalo mordiscando o capim esturricado.

 

Como foi teletransportado, nunca saberei. Mas sei que nunca esquecerei a imagem enluarada do animal pastando, sem filosofia, indiferente às palmas que ajudou a provocar com o seu sumiço!

O picadeiro de Batatinha

Publicado em Coração por adilson borges em 11 11UTC Setembro 11UTC 2009

 

Dica de filme:  Batatinha, o poeta do samba

Cena preferida: Firmino de Itapuã cantando com filhos de Batatinha  (Oscar da Penha):

 “Todo mundo vai ao circo,

 menos eu, menos eu.

Como comprar ingresso

se eu não tenho nada?

Fico de fora

 escutando a gargalhada;

 

A minha vida é um circo

Sou acrobata na raça!

Só não posso é ser palhaço

Porque eu vivo sem graça”

Perdi o direito de me matar

Publicado em Coração por adilson borges em 9 09UTC Agosto 09UTC 2009
Manhã geada em Monte Verde ( Minas Gerais)

Manhã geada em Monte Verde ( Minas Gerais)

ferias 2009 são paulo, monte verde e rio 19jun a 4 julho 296Voltar  a trabalhar após quatro meses, somadas  licença e férias, foi como concluir um rito de passagem. Tudo parece novo e  transborda entusiasmo, apesar dos velhos e desgastantes problemas, que ficam mais evidentes para quem se reencontra com a rotina após momentos inesquecíveis. Momentos de medo, dúvidas e  dores concretas,  prazeres intransferíveis, deliciosas viagens, dias e noites de maravilhas.

Tudo é realmente novo e entusiasma, não é só aparência. O corpo, este fardo que arrastamos  pela vida,  está mais leve. Nada a ver com a cirurgia de pontes de safena e mamária, talvez seja consequência de maior cuidado com a alimentação e das longas e agradáveis caminhadas diárias.

Mantido há cerca de 15 anos,  o ritual matutino do remédio para controle da pressão já parece anacrônico.  Nada a ver com a cirurgia do coração. Os médicos, sem segurança aparente, explicavam que  o surpreendente equilíbrio teria a ver com a perda de peso e com a distância da “vida real”. A volta à “realidade”, portanto, exige  especial atenção ao tensiômetro. 

 Menos de um mês no campo de batalha da redação política pode ser pouco para conclusão,  mas até agora, se não são excelentes como no mapeamento de 24 horas, realizado àsvésperas do retorno,  as medidas merecem comemoração: 130 X 80, 140 X 90, 130 X 80, 120 X 8.

São, portanto, cerca de 180 dias sem remédio para pressão. Apesar do recorde admirável, o alerta será mantido, com medições pelo menos a cada  três dias neste primeiro mês da volta ao mar revolto.  Se houver alteração, retoma-se o rito matinal, sem problema. Pílula não dói. E viva a realidade. 

 Feia ou bonita,  dela não se pode escapar.

Minuto da filosofia: 

 Salvar minha vida foi muito doloroso e caro. Perdi o direito moral de me matar.

(Adilson Borges)

Eu entrevistei Michael Jackson

Publicado em Coração por adilson borges em 14 14UTC Julho 14UTC 2009

Cercado por seguranças, um deles hasteando um guarda-chuva preto sobre a sua cabeça, o famoso ídolo pop circula pelas ruas de Salvador neste Carnaval. Segunda-feira, passou pelo Campo Grande, logo depois do bloco Muquiranas, e causou grande alvoroço. Mas manteve aquele ar de “me deixe sozinho (Let me alone)”

Os meninos apontam e correm para ver. As meninas gritam e tentam furar o cerco para, pelo menos, tocar-lhe o braço, que era preto, ainda não é branco, mas está em irrefreável processo de branqueamento. Nós somos as crianças (We are the children), parecem gritar. 

As mulheres-maravilha das Muquiranas fazem escândalo e pulam sobre os 15 rapazes de óculos escuros, camisa branca de manga comprida, que protegem o artista. O cara é meu (The guy is mine), berram.

Os braços magros não aguentam a pressão das mulheres-maravilha. Resultado: a corrente se quebra, a rodinha se abre, alguns seguranças ficam embaixo da montanha de Muquiranas fedidas a suor e cerveja.

E, para minha alegria, Michael Jackson fica livre para entrar na área. Frente a frente com o goleiro, eu – que não vi Rolling Stones, no Rio, nem entrevistei Bono Vox, na Bahia –, tenho que caprichar no lance. Começo chutando devagar. Quem quer pegar galinha não diz “xô”

 

 

“Estou light”

 

 É seu primeiro Carnaval em Salvador?

 

Michael Jackson – Não. Já estive aqui outras vezes…

 

Quantas?

 

Umas duas ou três.

 

O que está achando do Carnaval

 

Ótimo.

 

Como você lida com todo este assédio de fãs,  apertos, correrias, falta de privacidade?

 

É muito complicado. Mas é muito gratificante ver meninos com este (aponta para um garoto de uns 7 anos que lhe pede autografo e puxa sua camisa suada).

 

Por falar em assédio, o que me diz das acusações de pedofilia…?

Isso não acontece mais. Agora estou – como se diz? – light.

 

Quando teremos disco novo?

 

Em fevereiro, quer dizer, no fim deste mês.

 

Qual o nome?

 

É uma coletânea. Ainda não defini como vai se chamar.

 

Falando em nome, qual o seu verdadeiro nome

Ivanildo Conceição 

 

Qual a sua idade?

24.

 

O que você faz?

 

Sou operador de máquinas.

 

Onde?

 

Na Copiadora Frente e Verso.

 

Coincidência! Desde quando você faz cópia?

 

Na copiadora?

 

Não, de Michael Jackson…

 

Ah, desde pequeno. Eu tenho tudo dele, disco, fotos, reportagem, modelos de roupa. Faço show como cover, e, no Carnaval, resolvi fazer esta performance.

 

 

 

Recado a Michael Jackson:  A reportagem acima foi publicada em pleno Carnaval, dia 01/03/2006, no Jornal A TARDE, o mais importante da Bahia e um dos maiores do Norte e Nordeste do Brasil. O projeto do jornal para a época previa uso de pseudônimo para os repórteres. Por isso, assino a matéria com o nome de Chiquito Superbacana, uma alusão ao meu filho Chico e a Caetano Veloso, autor do frevo A filha da Chiquita Bacana e da tropicalista  Superbacana.

Publico a reportagem agora aqui como homenagem póstuma a você, man.

Valeu Michael! (Adilson Borges)

 

 

 

 

Em defesa das profissões e da sociedade

Publicado em Coração por adilson borges em 9 09UTC Julho 09UTC 2009

diploma 2pelo diplomaA luta pelo diploma de jornalismo continua.

Segundo o site Comunique-se, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acaba de apresentar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.

Veja a íntegra da matéria do Comunique-se;

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou nesta quarta-feira (08/07) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Para a apresentação da proposta, foram recolhidas 191 assinaturas, 20 a mais que o mínimo necessário.
“Foi extremamente importante a rápida reação da sociedade, desaprovando o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira, e que abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões”, comentou o deputado sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
Pimenta defende a volta da obrigatoriedade do diploma porque, em sua opinião, o jornalismo não se trata de uma “simples prestação de informação”.
“Essa atividade é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. Ela influencia na decisão dos receptores da informação, por isso não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”, afirmou.
No dia 01/07, o senador Antônio Carlos Valadares também apresentou, na outra Casa parlamentar, PEC que pede o retorno da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

O feijão e o sonho na Portela

Publicado em Coração por adilson borges em 6 06UTC Julho 06UTC 2009

 

A Portela abre as asas sobre nós

A Portela abre as asas sobre nós

 

Quem consultar meu coração vai encontrar, agora, uma visita a Portela. Portanto, senhores médicos, não deixem o novo baticum assustá-los. No último 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos e um sábado de temperatura amena, fui, enfim, a uma quadra de escola de samba do Rio de Janeiro. O espírito e o corpo se elevaram na festa do Grêmio Recreativo e Escola de Samba da Portela.

 

Caí na feijoada bem-feita pelas descendentes das tias Ciatas, as baianas que teriam levado o samba para as terras cariocas. Uma surpresa, pelo menos para mim que esperava o tradicional pretinho do Rio: foi servido o feijão mulatinho, com cheiro e gosto dos pratos originalmente só confeccionados nos bairros populares de Salvador.  Há muito tempo, no entanto, os vips da capital baiana aderiram à tradicional feijoada, com suas carnes salgadas e frescas, sobretudo as consideradas de segunda categoria devido à boa consistência, além dos embutidos, como chouriços e calabresas.

 

As suculentas bandas de laranjas, característica do prato carioca, acabaram com o sonho de uma tácita homenagem da Portela à Bahia. Disse adeus à filosofia, que só se sustenta com fome de reflexões, e sem pensar comi, comi, como há tempos não comia.

 

Barriga cheia, a alma ainda sedenta mas aplacada com cerveja voltou a abrir alas e a pedir passagem. Na quadra, os bambas e as bambas humilhavam, sem piedade, os não-iniciados, com volteios maravilhosos e impossíveis balanços de quadris. Difíceis até de acompanhar com os olhos, os movimentos dos homens e mulheres do ramo eram amparados pelo lamento da cuíca, o assanho das cordas finas do cavaquinho, a masculinidade do violão e a contagiante disciplina da bateria da Portela de Paulinho da Viola.

Livre de todo mal, saí da quadra com um disco autografado pelo autor, o bom Monarco, compositor e cantor da velha guarda da escola fundada por Paulo da Portela. O valioso troféu foi obtido graças à gentileza do nosso cicerone, o historiador Fábio Conceição.

 Agora, estou pronto para conhecer a escola de samba do meu coração, a Mangueira, de Cartola e de Jamelão. Que o sonho, adiado nesta visita ao Rio, não demore de acontecer!

Joguem Ergon na fogueira e Viva São João!

Publicado em Coração por adilson borges em 16 16UTC Junho 16UTC 2009
João Zoghbi, a mulher e obstaculos. Agência Brasil

João Zoghbi tentando driblar obstáculos, em foto de José Cruz/ABr

 

 

 

 

 Quem esperava uma bomba nas investigações sobre as mil e uma irregularidades nas contratações dos senadores pode tirar as mãos do ouvido porque vai ter que se contentar com um arranjado e silencioso xabu. O Senado já abriu processos contra um ex-diretor de recursos humanos da casa, João Carlos Zoghbi, que, ressalte-se, não é um exemplo de santidade. Um cão danado, todos a ele, diziam os mais velhos.

Tudo indica que está em curso um processo para que o ex-diretor seja usado como instrumento de expiação de todos os pecados dos nobres senadores. Em outras palavras, o projeto dos arranjadores de sempre seria despejar sobre as costas de Zoghbi a responsabilidade por todas as falcatruas da Casa.

 Cite-se, como exemplo, o caso de José Sarney (do PMDB), que recebeu durante mais de um ano R$3.800 mensais como auxílio-moradia, destinado aos parlamentares sem imóvel no Distrito Federal. O honorável tem casa própria e, na qualidade de presidente do Senado, mora numa mansão, em Brasília.

Com o processo, o ex-diretor, funcionário efetivo, pode ser demitido da Casa e perder o direito à aposentadoria, que está pleiteando. Transformar o ex-diretor no Zoghbi expiatório não parece muito difícil devido ao seu currículo. Pesa contra ele, entre outras, a acusação de ter usado uma ex-babá como “laranja” em uma empresa para abocanhar comissões de convênios assinados pelo Senado. O ex-diretor receberia as comissões por autorizar empréstimos consignados a funcionários acima do valor das parcelas permitidas pela legalização, de 30% do salário.

Servidores responsáveis por realizar o desconto em folha dos empréstimos confirmaram a ilegalidade. E o próprio advogado de Zoghbi, Antonio Carlos de Almeida Castro, admitiu que seu cliente adotava esta prática. Mas fez uma declaração preocupante, que merece rígida investigação – o problema é saber quem investigaria. “O Senado inteiro sabia que isso era feito desta forma”, denunciou o advogado.

Baseado em depoimento no processo contra Zoghbi, o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou ainda a instauração de comissão de sindicância para investigar as supostas irregularidades que poderiam ter sido cometidas pelos servidores responsáveis pelo sistema de folha de pagamentos, chamado de Ergon. O sistema é visto como uma caixa-preta, e sua abertura revelaria outros problemas relativos ao funcionamento da casa dos senadores.

Pronto. Está aí outro bode expiatório. Se o nome do ex-diretor não colar, o Senado pode por a culpa em Ergon. Sistema de folha de pagamentos não se defende. Nem faz denúncia, como o defensor do xará do santo.

Coitado de São João!

Quem Fala?

Publicado em Coração por adilson borges em 9 09UTC Junho 09UTC 2009

IMGP1391 

 
Eu, meu filho Chico e minha mulher, Marília. Férias de 2008. Sete meses depois, sairia o diagnóstico gelado sobre o grau de entupimento de minhas artérias: totalmente demais.
Sou Adilson Borges, 56, jornalista, radialista e músico e funcionário público estatutário.
Após descobrir, de repente não mais que de repente, que, no mínimo, flertava com o infarto, fui revascularizado (duas pontes de safena e uma mamária) e decidi construir este blog para combater os inimigos e  ajudar os amigos do coração.
Prometo atualizá-lo pelo menos duas vezes por semana, segunda e quinta. Pra quem tem coração!