Notas do Carnaval 2010
Vem Sambar
A turma do Vem Sambar encheu de ginga a passarela do Campo Grande à esvaziada Praça Castro Alves. Como uma procissão, os fiéis do samba seguiram atrás do carro do som, adorando a harmonia do cavaquinho, violão, pandeiros e surdos. No caminho bambas como Neto Bala foram se incorporando ao cortejo comandado pelo carioca Dudu Nobre, com o auxílio portentoso do Grupo Bambeia, Gal do Beco e outros valores da Bahia. “Essa família é muito unida”, cantava Dudu Nobre, traduzindo o espírito universal dos sambistas.
Pi (a) da chocante
Instalado na Casa D’Itália, o Camarote do Pida, dos mais animados do centro, era pura eletricidade. Quem se encostava ao balcão, para pedir um lanche, ganhava um choque de brinde. As queixas contra o problema de aterramento na área de alimentação se avolumaram.
Pancadão militar -1
Braços torcidos, pontapés, murros, golpes de cassetetes contra pessoas indefesas, já imobilizadas. As vítimas, a maioria negros, quase sempre eram liberadas, o que provaria inocência, após as sessões de espancamentos. Policiais militares barbarizaram neste Carnaval, comprometendo a imagem da corporação e do importante trabalho preventivo que a PM realiza.
Pancadão militar -2
O mesmo grupo de policiais que civilizadamente conduziu um casal de turistas brancos ao hotel Santiago, na rua Forte de São Pedro, se transformou após o agradecimento e despedida dos visitantes. O próprio líder do pelotão saiu do local da boa ação distribuindo cutucadas em quem, inadvertidamente, ficava à frente dos policiais.
Adilson Borges
Hahahaha, essa do choque no camarote eu não sabia não!
Os policiais, como sempre, exageraram mesmo. De fato, manter a ordem no carnaval de Salvador não é tarefa fácil, mas acredito que mudanças nas estratégias sejam mais que necessárias. Contribuições como a realização de debates, estudos aprofundados, workshops, poderiam ser um caminho para a aplicação de novas formas de lidar com os foliões nos grandes eventos de Salvador.
Vamos torcer, Dam, para que Salvador entre na moda do Rio, e o Carnaval de 2011 tenha uma “polícia pacificadora”