Carla Perez, o lobo mau e Moema: os camarotáveis
A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), acha que a qualidade da segurança pública foi o destaque deste ano no Carnaval. Mas admite que ainda há problemas, sobretudo quando alertada sobre o comportamento de muitos policiais que espancam foliões já completamente imobilizados. “Este é um problema de formação que ainda não conseguimos resolver completamente”, analisa a prefeita.
A entrevista é rápida, e não podia ser de outra maneira. Estamos no camarote da cantora Daniela Mercury, temos que aproveitar a breve pausa no agito na passarela da Barra. Mas aqui dentro nada é silêncio. A boa banda de samba que anima os “camarotáveis”, os notáveis do camarote, volta a tocar.
A banda agita Carla Perez que balança seu notável talento para lá e pra cá, numa bela e nostálgica evocação dos seus tempos de bailarina… A ex-diva do É o Tchan voltou à mídia neste Carnaval ao se recusar a interpretar música que reedita de maneira maliciosa o mito de Chapeuzinho Vermelho e sua saga contra as investidas do insistente lobo faminto.
Moema Gramacho acha muito saudável o debate sobre a polêmica “Eu vou te comer, Eu vou te comer”, do grupo O Báck e gravada pela “Lobo Mau” Ivete Sangalo: “Toda essa discussão alerta para o grave problema da pedofilia e da violência sexual. Além disso, espero que ajude a elevar a qualidade das músicas do Carnaval’’.
“Um frevo novo, eu quero um frevo novo / Todo mundo na praça manda gente sem graça pro salão”. Num espaço reservado aos mais notáveis dos notáveis no camarote de Daniela, Albérico Mascarenhas, ex-secretário da Fazenda no governo Paulo Souto, acompanha tamborilando com os dedos a guitarra de Armandinho no Trio Dodô e Osmar.
Seu superávit de conforto no espaço que divide com Vips como a onipotente Lícia Fábio ajuda-o a recusar delicadamente, sem meter o cotovelo, mas com firmeza, perguntas sobre política. Quando o foco muda para economia, o céu é do avião e o técnico se entusiasma.
Mascarenhas, que atualmente é consultor em São Paulo , mas mantém escritório em Salvador “para não perder vínculos com o Bahia”, analisa dois momentos da economia baiana.
O primeiro, segundo ele, revela a perda de impulso nos investimentos estaduais. Apresenta a doença, mas não diagnostica as causas, talvez para evitar mais um viés político.
O segundo momento, ainda segundo o ex-secretário da Fazenda, é auspicioso para os baianos, sobretudo se forem executados os grandes projetos estruturantes. Mascarenhas antevê a repercussão aqui da boa fase econômica nacional.
Como a eletricidade faz o som da guitarra baiana repercutir em todo o longo circuito Barra – Ondina.
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Concordo plenamento com o que está escrito, belo post